Aqui você terá as seguintes dicas:

• Dicas de Produção Textual para 6º Ano
• Dicas de Produção Textual para 7º Ano 
• Dicas da Avaliação de Estudos Linguísticos para 6º Ano (I BI)

Colégio Integrado Jaó Júnior
Produção Textual – Professora Cíntia Aparecida
1º Bimestre 2012

6º ano

Dica 01
Leitura de texto e interpretação

Os homens do ar

Em sua prisão, Dédalo continuava a trabalhar. Porém, cansado dessa estadia forçada em Creta e querendo voltar para Atenas, pôs o filho a par de suas intenções:

“Minos pode nos fechar os caminhos da terra e das águas, mas o dos céus permanece aberto. É por ele que iremos. Minos pode ser senhor de tudo, menos do ar!”

Tratou então de inventar uma nova arte que iria proporcionar ao homem meios antes nunca experimentados. Arrumou numa linha, regularmente, penas de pássaros, alternando as curtas e as compridas. Grudou todas elas com cera e depois as curvou de leve para imitar as asas dos pássaros. O jovem Ícaro ajudava desajeitadamente seu pai nessa delicada montagem. Dois pares de asas saíram das mãos do artesão. Pai e filho as prenderam aos ombros. Milagre! Bastava agitá-las para sair do solo.

Essa sensação nova encantou o jovem Ícaro. Antes de levantar voo, Dédalo beijou o filho e lhe fez as últimas recomendações:

“Mantenha distância do oceano para que o ar úmido não torne suas asas pesadas demais. Mas também não vá muito alto, senão o calor do sol irá queimá-lo. Voe entre os dois e procure me seguir.”

Creta já ficara para trás, quando o rapaz quis ganhar um pouco de liberdade. Afastando-se do guia, voou mais alto, cada vez mais alto, na direção do sol ardente. O calor não demorou a amolecer a cera que unia as penas, e elas se soltaram e dispersaram ao sabor das correntes de ar quente. O garoto agitou os braços nus… Mas já não tinha apoio no ar. Seu corpo caiu pesadamente e desapareceu nas profundezas do oceano. Ele mal teve tempo de gritar o nome do pai. Dédalo se virou tarde demais. Lá embaixo, viu a água escura marcada por um ponto de espuma. Amaldiçoou seu invento e deu cabo dele assim que chegou a Atenas.

POUZADOUX, Claude. Contos e lendas da mitologia grega.

• Tipos de narrador
• Enredo
• Lugar
• Tempo
• Personagem

Dica 02
Interpretação da tirinha

• Narrar estas cenas, montar a história.

Dica 03
• Interpretar desta tirinha

Dica 04

Lenda – Interpretação

• Estudar todo o conteúdo (livro e caderno)
• Estudar a folha complementar

Bom estudo!!! Sucesso sempre!!!
Professora Cíntia J

Colégio Integrado Jaó Júnior
Produção Textual – Professora Cíntia Aparecida
1º Bimestre 2012

7º ano

Dica 01
Leitura da crônica a seguir.
Coisas & pessoas

Desde pequeno, tive tendência para personificar as coisas. Tia Tula, que achava que o mormaço fazia mal, sempre gritava: “Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!” Mas eu ouvia o mormaço com M maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo com estes olhos o Sr. Clamor Público, magro, arquejante, de preto, brandindo um guarda-chuva, com um gogó protuberante que abaixa e levanta no excitamento da perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia contar uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da ponte Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os presidentes Justo e Getúlio, e gente muita, tanto assim que fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse a Prefeitura, com os demais jornalistas do Brasil e Argentina. Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com os alegres incômodos e duvidosos encantos de uma coletividade democrática. Pois lá pelas tantas da noite, como eu pressentisse, em meu entre dormir, um vulto junto à minha cama, sentei-me estremunhado e olhei atônito par um tipo de chiru, ali parado, de bigodes caídos, pela pendente e chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda interrogação, ele resolveu explicar-se, com a devida calma:

- Pois é! Não vê que sou o sereno…

E eis que, por um milésimo de segundo, ou talvez mais, julguei que se tratasse do silêncio noturno em pessoa. Coisas do sono? Além disso, o vulto, aquele penumbroso e todo em linhas descendentes, ajudava a ilusão. Mas por que desculpar-me? Quase imediatamente compreendi que o “sereno” era um vigia noturno, uma espécie de anjo da guarda crioulo e municipal.

Por que desculpar-me, se os poetas criaram os deuses e semideuses para personificar as coisas, visíveis e invisíveis… E o sereno da Fronteira deve andar mesmo de chapéu desabado, bigode, pala e pé no chão… sim, ele estava mesmo de pés descalços, decerto para não nos perturbar o sono mais ou menos inocente.

QUINTANA, Mário. In: SANTOS,Joaquim Ferreira dos (Sel.). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007

• Interpretação de texto
• Narrador
• Enredo
• Personagem

Dica 02
Tirinha

Ambiguidade

 

Dica 03
Poema

Interpretação do poema

 

Dica 04

 

• Discurso direto e indireto
• Transformar discurso direto em indireto e vice-versa.
> Estudar todo o conteúdo (livro e caderno)
> Estudar a folha complementar

 

Bom estudo!!! Sucesso sempre!!!
Professora Cíntia J

DICAS DA AVALIAÇÃO DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS

I BIMESTRE – 6.º ANO 

01. Linguagem verbal e Linguagem não verbal – A quem se destina o texto.

 

02. Idem – Analisar as imagens de legenda do mapa.

 

03. Classe gramatical e classificação

 

Super-Homem e Batman

Dois dos maiores mitos do mundo contemporâneo, Super-Homem e Batman serviram de modelo para vários outros super-heróis. Criados no final da década de 1930, são até hoje objetos de estudos, críticas e pesquisas, além de inspirar séries de televisão e filmes. [...]

Dossiê – Quadrinhos. Revista CULT. São Paulo: Bregantini, março de 2007, p. 61.

 

04. Idem

Contente, alegre, ufano [orgulhoso, vaidoso] Passarinho,
Que enchendo o bosque todo de harmonia,
Me está dizendo a tua melodia,
Que é maior tua voz, que o teu biquinho.

Como da pequenez desse corpinho
Sai tamanho tropel [grande volume] de vozeria [relativo à voz]?

Gregório de Matos. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, p. 318.

 

05. Idem

Velha história

Era uma vez um homem que estava pescando, Maria. Até que apanhou um peixinho! Mas o peixinho era tão pequenininho e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que o homem ficou com pena. E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com iodo a garganta do coitadinho. Depois, guardou-o no bolso traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente. E desde então ficaram inseparáveis. [...]

Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006, p. 176.

 06. Uso da linguagem

1-   Primeiro, leia o trecho retirado do conto “O caso do espelho”, uma versão de Ricardo Azevedo.

“A mãe da moça morava perto, escutou a gritaria e veio ver o que estava acontecendo. Encontrou a filha chorando feito criança que se perdeu e não consegue mais voltar para casa.
- Que é isso, menina?
- Aquele cafajeste arranjou outra!
- Ela ficou maluca – berrou o homem, de cara amarrada.
- Ontem eu vi ele escondendo um pacote na gaveta lá do quarto, mãe! Hoje, depois que ele saiu, fui ver o que era. Tá lá! É o retrato de outra mulher!”

2-   Leia agora o mesmo fragmento, reescrito com algumas alterações na linguagem.

A mãe da moça morava perto, escutou a gritaria e veio ver o que estava acontecendo. Encontrou a filha chorando desesperadamente.
- Que é isso, menina?
- Aquele mau-caráter arranjou outra mulher!
- Ela ficou descontrolada – falou o homem em altos brados, muito bravo.
- Ontem, eu o vi escondendo um pacote na gaveta do quarto, mãe! Hoje, depois que ele saiu, fui ver o que era. Está lá! É o retrato de outra mulher!

 

07. Língua padrão x Língua não padrão

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Cuitelinho [termo utilizado em algumas regiões para designar o beija-flor]

Cheguei na beira do porto
Onde as onda se espaia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai ai ai.

Quando eu vim de minha terra
Despedi da parentaia

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Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai ai ai

A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
E os oio se enche d´água
Que até a vista se atrapaia, ai ai ai

[/wpcol_1half_end]

 

08. Intertextualidade – Sentido da palavra pedra

TEXTO

 

TEXTO

[wpcol_1half id="" class="" style="float:left"]

Pedra (Arthur Nestrovski, em 2003)

A pedra está sempre ali,
no meio do caminho.
Nem ela sabe se estava lá e fizeram o caminho ao redor,
ou se fizeram o caminho e ela apareceu depois.
Não tem a menor importância,
porque o negócio da pedra é ficar.
Pedra não reclama de nada.
Pedra não faz mal a ninguém.

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[wpcol_1half_end id="" class="" style="float:right"]

É diferente quando alguém joga uma pedra, mas a pedra não tem culpa.
As pedras se entendem muito bem.
Toda pedra vem de outra pedra maior,
que vem de outra maior ainda.
Quer dizer: toda pedra é um pedaço de pedra.
Isso tem a maior importância para a república das pedras.
Declaração Universal dos Direitos da Pedra:
Um pedaço de pedra é uma pedra.

[/wpcol_1half_end]

 

TEXTO

No meio do caminho (Carlos Drummond de Andrade, em 1930)

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra

 

09. Comparação dos textos

1- É do conhecimento de todos que as poucas leis brasileiras sobre crimes ambientais não funcionam.
2- É do conhecimento de todos que poucas leis brasileiras sobre crimes ambientais não funcionam.

 

Professora Cléssia